terça-feira, 12 de julho de 2011

Jacaré com as flores de Cecília Meireles

Cecília Meireles enfeita com uma rosa branca o Jacaré, copiadas a flor e o poema dessa página especial

"Sou entre flor e nuvem,
estrela e mar.
Por que havemos de ser unicamente humanos,
limitados em chorar?"



4o. Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.



Cavalheiro como sempre, Pixinguinha não deixaria Cecília sozinha no mundão virtual

Rosa

Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor...
...

Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sempre depois do inverno vem a primavera




de São Francisco

If you are going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you are going to San Francisco
You are gonna meet some gentle people there

For those who come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair

All across the nation such a strange vibration
People in motion
There is a whole generation with a new explanation
People in motion people in motion

For those who come to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there


trago essa rosa para te dar

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

domingo, 10 de julho de 2011

A bruxa, que é cega, esbarrou na música do Rio e segue o baile calmamente

Jacaré hoje não falará do braço do Boneco de Noel, falará de uma figura cronista, em letras musicais, chamada Billy Blanco.



A nação jacarense, por João Guerreiro, escolheu a mulher e a praia : "E lá se vai Tereza de braços dados com Billy, neste frio, buscar uma praia mais perto do sol:" Tereza da Praia

Lúcio
Arranjei novo amor
No Leblon
Que corpo bonito
Que pele morena
Que amor de pequena
Amar é tão bom
...
É da praia
Não é de ninguém
Não pode ser tua
Nem minha também
Tereza
É da praia



Sergio Rosa diz que o encontro na eternidade foi pŕa lá de bom com a Banca do distinto cantada por Elis Regina

Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal



Com Zé Keti o morro teve voz

Eu sou o samba
A voz do morro
Sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo
Que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro



Eu sou o samba
Sou natural
Daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões
De corações brasileiros

Salve o samba
Queremos samba
Quem está pedindo
É a voz do povo de um país
Mas o samba
Vamos cantando
Essa melodia
De um Brasil feliz

E na gafieira segue o baile calmamente

Na gafieira
Segue o baile calmamente
Com muita gente dando volta no salão
Tudo vai bem
Mas, eis, porém que de repente
Um pé subiu
E alguém de cara foi ao chão
Não é que o Doca
Um crioulo comportado
Ficou tarado quando viu a Dagmar
Toda soltinha
Dentro de um vestido-saco
Tendo ao lado um cara fraco
E foi tira-la pra dançar

desenho de Leila Pugnaloni

O moço era faixa preta, simplesmente
E fez o Doca rebolar sem bambolê
A porta fecha enquanto dura o vai-não-vai
Quem está fora não entra
Quem está dentro não sai
Mas a orquestra sempre toma providência
Tocando alto pra polícia não manjar
E nessa altura
Como parte da rotina
O piston tira a surdina
E põe as coisas no lugar

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As coisas estão se ajeitando - diz Jacaré

- Tremendo mau entendido! Disse Jacaré ao alvorecer dessa sexta feira de vestir branco.

O banho recomendado no São Chico não era na região das piranhas, que é forte na Bahia, de Carinhanha até o município de Barra, vistos abaixo:



Logo acima de Barra vem a barragem de Xique Xique, Remanso, Sobradinho, num rio assim assim como lobotomizado,composta por Sá e Guarabira:

Sobradinho

O homem chega e já desfaz a natureza
Tira a gente põe represa, diz que tudo vai mudar
O são francisco lá prá cima da bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
...
Adeus Remanso, Casa Nova, Sento-sé
Adeus Pilão Arcado vem o rio te engolir
...
O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão



A onda era nadar do baixo São Chico, nos canyons de Alagoas e Sergipe, sem piranhas



Do sertão da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, pelo mato Jacaré vai andando para o São Chico cantando com Sergio Ricardo e Glauber Rocha:

Perseguição

- Se entrega, Corisco!
- Eu não me entrego, não!
Eu não sou passarinho
Pra viver lá na prisão
- Se entrega, Corisco!
- Eu não me entrego, não!
Não me entrego ao tenente
Não me entrego ao capitão
Eu me entrego só na morte
De parabelo na mão
- Se entrega, Corisco!
- Eu não me entrego, não!
(Mais forte são os poderes do povo!)

E amanhã Jacaré contará como o braço do Boneco de Noel foi resgatado e está em porto seguro.

Até amanhã

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jacare não aceita conselho de nadar em rio de priranha

Jacaré não gostou da receita que recebeu de ir para o São Chico repousar para regenerar-se. Uma jacarense recomendou ao Jacaré, vide nos comentários da notícia de 5 de julho, que ele vá se recuperar na regeneração do rabo logo nas águas do Rio São Francisco, Ora veja, o hino do Bloco diz:

“Em rio de piranha, jacaré nada de costas”



Nadar dentre as piranhas do São Francisco de costas já difícil ainda mais sem o equilíbrio necessário, garantido pelo rabo do jacaré, para geração da força do empuxo que tem de ser igual a do peso deslocado, como falou Archimedes.



A paranóia do Jacaré aumentou ao ler com detalhe uma suposta vontade de trocarem-no por um crocodilo, senão vejamos:

- recorte da mensagem:

" Desejo que encontrem o braço do Noel e sugiro ao Jacaré que teve o rabo cortado, que vá se recuperar no São Francisco e viver como aconselhava Guimarães Rosa, amando os grandes rios."

- texto de Guimarães Rosa

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muitos vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens."



Jacaré avisou : que se exploda o bar do Costa que ele foi para o México cantar .

Calma, Jacaré! Todos gostam de você, houve um mal entendido. Divirta-se no México de somberero mas lembre-se: Viver é perigoso.

Vereda Tropical
Gonzalo Curiel


Voy
Por la vereda tropical
La noche plena de quietud
Con su perfume de humedad.
Y en la briza que viene del mar
Se oye el rumor de una canción
Canción de amor y de piedad...
Con ella fuí noche tras noche hasta el mar
Para besar su boca fresca de amar
Y me juró quererme más y más
y no olvidar jamás aquella noche junto al mar.
Hoy
Sólo me queda recordar
Mis ojos muerem de llorar
y l alma muere de esperar.
Porque se fué,tu la dejaste ir
Vereda tropical,hazla volver a mi
Quiero besar su boca otra vez junto al mar
Vereda tropical.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O essencial é saber ver - uma leitura de Luz del Fuego com Sartre, Abujamra e Caieiro tropicalista

Jacaré aprende com a já jacarense Leila Sales que leu a nudez de Luz del Fuego assim:

"Daí vai um poema de Alberto Caieiro:

O essencial é saber ver, mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida, isso exige um estudo profundo, aprendizagem de desaprender.
Eu prefiro despir-me do que aprendi, eu procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desembrulhar-me e ser eu.

Todo mundo pode ouvir Abujamra declamando esse poema no site do seu programa que se chama "Provocações"."



Jacaré também foi ouvir Abujamra com Fernando Pessoa em Não tenhas nada nas mãos!

Não tenhas nada nas mãos
nem uma memória na alma,
que quando te puserem
nas mãos o óbolo último,
ao abrirem-te as mãos
nada te cairá.
Que trono te querem dar
que átropos to não tire?
Que louros que não fanem
nos arbítrios de minos?
Que horas que te não tornem
da estatura da sombra.
Que serás quando fores
na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol.
Abdica.
E sê rei de ti próprio.

A foto de hoje é da peça

UMA INFORMAÇÃO SOBRE A BANALIDADE DO AMOR, uma fábula política

"POR CLÁUDIA DRUCKER, correspondente da Revista Osíris em SP

O envolvimento amoroso dos filósofos Martin Heidegger e Hannah Arendt chega ao teatro, com a peça Uma informação sobre a banalidade do amor, uma adaptação de Antônio Abujamra da peça de Mario Diament “A Report on the Banality of Love”. A moral da história, ao que tudo indica, é a fala final da Arendt cênica: “o amor não tem moral”.
"



E por falar em nada nas mãos, Jacaré vem com As palavras, autobiografia de Sartre, cantada na Tropicália com Alegria, alegria


Caminhando contra o vento sem lenço e sem documento

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jacaré está fulo com a fulô e piá

Jacaré está fulo com uma fulô jacarense que, em Mato Grosso do Sul, comeu um sanduiche de jacaré


Mas como o santo do Jacaré é forte, faltou caipirinha para a jacarense e a parte comida foi o rabo, que, dizem, regenera.

Vida que segue e Jacaré está fulo com o piá que na festa junina arrancou o braço do boneco de Noel. Noel está sem um braço e muito irritado, assim quem souber aonde está o braço arrancado pede-se comunicar ao Jacaré.