terça-feira, 5 de julho de 2011

O essencial é saber ver - uma leitura de Luz del Fuego com Sartre, Abujamra e Caieiro tropicalista

Jacaré aprende com a já jacarense Leila Sales que leu a nudez de Luz del Fuego assim:

"Daí vai um poema de Alberto Caieiro:

O essencial é saber ver, mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida, isso exige um estudo profundo, aprendizagem de desaprender.
Eu prefiro despir-me do que aprendi, eu procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desembrulhar-me e ser eu.

Todo mundo pode ouvir Abujamra declamando esse poema no site do seu programa que se chama "Provocações"."



Jacaré também foi ouvir Abujamra com Fernando Pessoa em Não tenhas nada nas mãos!

Não tenhas nada nas mãos
nem uma memória na alma,
que quando te puserem
nas mãos o óbolo último,
ao abrirem-te as mãos
nada te cairá.
Que trono te querem dar
que átropos to não tire?
Que louros que não fanem
nos arbítrios de minos?
Que horas que te não tornem
da estatura da sombra.
Que serás quando fores
na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol.
Abdica.
E sê rei de ti próprio.

A foto de hoje é da peça

UMA INFORMAÇÃO SOBRE A BANALIDADE DO AMOR, uma fábula política

"POR CLÁUDIA DRUCKER, correspondente da Revista Osíris em SP

O envolvimento amoroso dos filósofos Martin Heidegger e Hannah Arendt chega ao teatro, com a peça Uma informação sobre a banalidade do amor, uma adaptação de Antônio Abujamra da peça de Mario Diament “A Report on the Banality of Love”. A moral da história, ao que tudo indica, é a fala final da Arendt cênica: “o amor não tem moral”.
"



E por falar em nada nas mãos, Jacaré vem com As palavras, autobiografia de Sartre, cantada na Tropicália com Alegria, alegria


Caminhando contra o vento sem lenço e sem documento

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jacaré está fulo com a fulô e piá

Jacaré está fulo com uma fulô jacarense que, em Mato Grosso do Sul, comeu um sanduiche de jacaré


Mas como o santo do Jacaré é forte, faltou caipirinha para a jacarense e a parte comida foi o rabo, que, dizem, regenera.

Vida que segue e Jacaré está fulo com o piá que na festa junina arrancou o braço do boneco de Noel. Noel está sem um braço e muito irritado, assim quem souber aonde está o braço arrancado pede-se comunicar ao Jacaré.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Jacaré no feriado passa a bola para as visitas

Jacaré descança no feriado e assim falam:

João Guerreiro:

Com a chegada do frio inverno, Jacaré dá uma de amigo Urso e vai hibernar até a vinda da querida Prima Vera.
Segundo Noel, Jacaré foi com Adamastor prá Portugal curtir o verão.
Então, até setembro....
E quem quiser que conte outra.



Roberto:

A foto é da Luz del Fuego ou Lucélia Santos no filme?
- Quem souber avise ao Jacaré


Berg:
Amigos, estou convidando vocês para a abertura da minha exposição que será nesta sexta-feira, no Restaurante Sobrenatural, em Santa Teresa.
Vou receber vários amigos para a projeção ImagEMovimento e mais uma vez será uma grande festa. O convite está em anexo...


terça-feira, 21 de junho de 2011

Ressaca do Jacaré traz mais fotos do forró



Jacaré passou a segunda meio assim: com a cabeça revolta e estrondante por mares nunca d'antes navegados mas teve condições de navegar até as fotos produzidas por:

Denise Canthe no facebuque


Candido Pardal no seu orcute



De tão boa a festa, Adamastor ganhou uma estátua em Portugal

Fernando Pessoa fez-lhe uma poesia e Paulo Autran a declamou

O MOSTRENGO

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

Dessas tormentas, Adamastor fugiu com Luz del Fuego, que é o que ele gosta, e cantarolando Chiquita Bacana - existencialista


Chiquita bacana lá da Martinica
Se veste com uma casca de banana nanica

Não usa vestido, não usa calção
Inverno pra ela é pleno verão
Existencialista com toda razão
Só faz o que manda o seu coração.

Saudaçoes, Braguinha!

domingo, 19 de junho de 2011

Sonho meu e sonho nosso com céu lindo aconteceu

Antes de comentar a festa, Jacaré chama pala doação de sangue para o grande compositor Délcio Carvalho. O endereço é Rua Padre Leonel Franca, 110, 6° andar, Gávea. Das 8 às 13 hrs. É só dizer que a doação é para o Délcio, que está internado no Hospital São Lucas. Doemos sabgue cantando Sonho Meu com Dona Ivone Lara



Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu
Vai mostrar esta saudade
Sonho meu
Com a sua liberdade
Sonho meu
No meu céu a estrela guia se perdeu
A madrugada fria só me traz melancolia
Sonho meu

Sinto o canto da noite
Na boca do vento
Fazer a dança das flores
No meu pensamento

Traz a pureza de um samba
Sentido, marcado de mágoas de amor
Um samba que mexe o corpo da gente
E o vento vadio embalando a flor

A festa nos trouxe um lânguido olhar de Noel para Ilma, que não é o olhar comum, é um olhar de sentimento bom enquanto Vitor, o melhor jornaleiro do mundo, comandava a roda de purrinha. Aí deu um branco no editor e veio a foto de Noel restaurado e pronto p'ra festa.



o meiquim ofe com uma casquinha do Daniel na barraca palco logo emusicada pelo Fred e seu grupo


e os convidados especiais botaram p'ra quebrar na Quadrilha Flor do Lírio e na graça da Patricia Ferrer
Jacaré agradece sensibilizado
assim como Regina e Sônia


e os sorrisos que também agradecem


e na conclusão da festa, Luciene, num cigarro que lembra Maysa, procura no celular



a foto da máquina vermelha
que um pé de chinelo fotografou e revelou-se uma enorme desafinada ingratidão

As fotos acima estão escuras por mal batidas? Não. Estava ficando escuro pois noite é coisa escura.

E não podia Jacaré fechar essa edição sem uma saudação para Sônia, Vera e Sergio Rosa que fizeram e levaram para a festa uma réplica melhor que o cachorro quente do Geneal

sábado, 18 de junho de 2011

Hoje tem Forró no Jacaré - 18 de junho - sábado

E dando os trâmites por iniciados, vamos ao sacode com as jacarenses:


Visconde de Abaeté com Torres Homem às 19 horas, Vila Isabel forreiará



A partir das 19 horas a esquina do Jacaré estará com uma deliciosa festa junina, digamos São Antônio mais 5 ou São João menoos 6. Mais ou menos assim: eu lhe dei 20 merréis p'ra pagar tres e trezentos, você tem que me voltar dezessete e setecentos

Jackson do Pandeiro na festa estará com Sebastiana a e i ipsilone

Como Jacaré não veio para explicar e sim para confundir Chacrinha foi convidado também

Lençois, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

P'ra sabe de onde vem o baião, Adriana que faz um jacarense chorar de saudade, um cantou assim: vem de baixo do barro do chão

Elba Ramalho avisa : lá vem o café:

Se você quiser o meu amor
Tem que ser assim
Agarradinho, escondidinho
Bem bonitinho
Somente pra mim
E de manhã cedo
Trazer na cama
Depois do café
A gente se ama
A gente se gama
Depois do café
Ficar o dia inteiro



Nesse dá-me, dá-me
Nesse toma, toma
Nesse pega, pega
Nesse coma, coma
Nessa brincadeira
Sem ninguém dar fé
Que o dia vai acabar
E a noite já vem
E nosso amor pegando fogo
Vamos se queimar
Somente a gente nesse jogo
Pra se ganhar
E muito mais se querer bem



Telas de Djanira - Orfeu e Pablo Picasso - Menina com o bote

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sábado tá chegando com o Forró – 18 de junho – 19 horas

Jacaré recebeu uma mensagem de Beckett dizendo que a lua assim estará



E a espera de Godot não será em vão pois ao olhar p'ro céu … veja como ele está lindo... olha p'raquele balão multicor que lá no céu vai sumindo numa noite igual a esta que tu me deste teu coração


Moranga com camarão ou carne seca ou paella?
a foto está uma lástima porque o editor não sabe colar, e quem não cola não sai da Escola

Terá?

- Não terá mas outros quitutes estarão por lá e cuidado com os namoros abóboras que somem ao cruzar meia noite.

Jacaré com Noel saúdam o Forró do Paudipé e pedem passagem



Passem pela esquina para participar da decoração e outros babados pois com babado sim, meu amor sem babado não

O ritmo da festa será ditado por Cecília Meireles assim

O ritmo em que gemo
doçuras e mágoas
é um dourado remo
por douradas águas.

Tudo, quando passo,
olha-me e suspira.
Será meu compasso
que tanto os admira?